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Como treinar um cão de guarda

Veja como proteger seu cãozinho dos riscos do ano-novo

Como treinar um cão de guarda, se já é difícil fazer com que o cachorro faça xixi num lugar específico? Imagine então ensiná-lo a defender você, sua família e seu patrimônio! Impossível? Que nada! Para tudo se tem um jeito. Neste caso, treinamento.

Brincadeiras à parte, treinar um cão de guarda não é uma tarefa fácil. Não basta simplesmente ensinar comandos para que o pet se iguale a um cão policial. Um treinamento assim começa muito antes e exige compreensão e versatilidade – não somente do cachorro, mas também do tutor.

Todo cachorro tem instinto de cão de guarda?

Não, nem todos os cães possuem um instinto de cão de guarda. Alguns demonstram desde cedo certa habilidade para isso, como os cachorros de grande porte – por exemplo, o cane corso ou o mastiff. Essas raças têm um histórico genético que lhes propicia o instinto de guarda, pois seus antepassados contribuíam em batalhas e guerras ao lado de grandes heróis. A boa notícia é que tudo pode ser ensinado a qualquer raça. A condição é ter paciência com os instintos que ainda não afloraram ou não aflorarão tão naturalmente quanto outros.

Quando submetido a um bom treinamento de guarda, o cachorro responde aos estímulos de proteção e ataque de forma ágil e precisa. Isso não depende da genética ou do histórico familiar. A questão principal é como esse animal é tratado e, acima de tudo, treinado. Certificar-se de que o trabalho que está sendo realizado pelo adestrador, por exemplo, é sério e respeitoso é o passo principal para transformar seu pet num cão de guarda exemplar.

É possível transformar meu pet em cão de guarda?

É possível – desde que ele seja treinado e, principalmente, bem-educado. Importante: uma coisa é saber treinar e outra, educar. Quando se fala em educar um cachorro, trata-se, antes de mais nada, de respeitá-lo, valorizar sua individualidade, não lhe provocar medo, angústia ou ansiedade.

Assim como nós, um cachorro necessita de confiança para se manter firme em seus propósitos. Assustar o pet diariamente jamais o deixará destemido. Aliás, isso pode se virar contra você! Assim, o trabalho de guarda para um cão não começa propriamente com ele, mas sim com o tutor.

As condições ideais para treinar um cão de guarda

No adestramento em que se ensina a função de guarda, analisa-se a socialização prévia do animal. Se o tutor garantiu ao seu cachorro um ambiente confortável e respeitoso, no qual ele pode conviver com todo tipo de gente (crianças, adultos e idosos), está dado o primeiro passo para torná-lo apto a ser um cão de guarda. Isso é imprescindível, porque estamos lidando com um “instinto”, ou seja, um ato mecânico que responde a estímulos.

O cão precisa ter contato com comportamentos corriqueiros do dia a dia de uma família, como brincadeiras de criança, abraços e beijos ou quaisquer outros tipos de comportamento espontâneo por parte dos membros da família. Do contrário, ele poderá agir no “modo automático” e atacar quem quer que seja.

Para que isso não aconteça, é necessário que todos estejam envolvidos no treinamento de guarda, isto é, engajados em auxiliar o cachorro física e emocionalmente. Espera-se com isso que ele consiga separar os momentos de guarda da diversão em família, colocando-se em prontidão somente em momentos de verdadeiro perigo a todos.

Dicas de como treinar um cão de guarda

Você pode ensinar o básico de guarda ao seu cachorro, mas somente um profissional pode e está habilitado a torná-lo efetivamente um cão de guarda.

Antes de mais nada, tenha em mente que estilo de treinamento de guarda você quer para ele. Há treinos esportivos, militares, para grandes patrimônios e também para os pequenos. Esses são apenas alguns exemplos, pois há várias outras modalidades. Sua escolha vai depender, acima de tudo, da finalidade do trabalho, da socialização prévia do animal e do tempo de treinamento indicado para cada especificidade.

As principais modalidades de treinamento de cão de guarda

Treinamentos esportivos geralmente demandam de três a seis meses, de acordo com a raça que está sendo treinada. Nessa modalidade, o cachorro aprende a defender, atacar, latir para avisar sobre estranhos, além de manter-se em forma para poder realizar isso tudo. É por isso que o tempo de evolução do treinamento depende da raça. Primeiro vem o condicionamento físico, depois se aprimora a guarda.

Os treinamentos militares são mais densos e de longa duração. Podem se estender por mais de um ano e exigem aprimoramento constante. Um cão cuja guarda é treinada nessa modalidade está apto a trabalhar em órgãos de defesa civil e militar, além de organizações do setor privado.

O treinamento para grandes e pequenas propriedades pode ter o tempo de ação definido de acordo com a necessidade da família no quesito proteção, por exemplo. Se for somente para que o cão aprenda aspectos básicos de guarda, como defesa, ataque e pastoreio/vigia, menos de três meses deve ser o suficiente. Uma avaliação prévia com o adestrador ajuda a estipular esse tempo de forma mais precisa.

Importante: procure profissionais de confiança

Antes de submeter seu pet ao treinamento de cão de guarda, conheça bem o adestrador e seus auxiliares. O trabalho deve ser feito com muito respeito, carinho e de forma positiva. O cachorro, em hipótese alguma, deve ser submetido a maus tratos para que, supostamente, se torne um animal “linha dura”. Aliás, um cachorro assim pode se virar contra você, pois ele não reconhece os momentos de perigo real. Fique atento!

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