A castração pode evitar não só possíveis doenças, mas também comportamentos como a marcação de território. Leia a matéria e saiba também como hospedar um cãozinho em pós-cirúrgico.

Hoje em dia é muito comum ouvirmos opiniões divergentes sobre castração. Muitos não sabem bem quais são as reais consequências desse procedimento. Por isso fizemos este post explicando as mudanças que o procedimento causa, como é o pós-operatório e como cuidar de um pet nessa situação.

O que muda?

Fêmeas

As mudanças são principalmente relacionadas à saúde:

  • Acaba o incômodo com o período de cio (o sangramento acontece de seis em seis meses) e é possível hospedar uma fêmea castrado e um macho não castrado ao mesmo tempo;
  • Deixa de existir o risco de a cadela desenvolver tumores de útero e ovário, que são comuns. E diminui a chance de tumor nas mamas, especialmente se ela for castrada antes do primeiro cio (o momento ideal para realizar o procedimento é no quinto mês);
  • Evita que elas tenham gravidez psicológica, que pode ocorrer quando a cadelinha passa pelo cio mas não fica grávida;
  • Reduz o risco de piometra, um tipo de infecção grave no útero.

Machos

As mudanças costumam ser mais aparentes em seu comportamento. Com a remoção dos testículos, a produção de testosterona é drasticamente reduzida. A castração diminui a chance de comportamentos como:

  • Demarcação de território com xixi, agressividade com outros cães e hábitos como “pegar” na perna das pessoas – especialmente se ele for castrado no primeiro ano de vida. O momento ideal para realizar o procedimento é entre o quinto e o sétimo mês, quando os órgãos reprodutivos terminaram de se formar;
  • O procedimento também reduz a chance de o cãozinho ter tumor de próstata.

 

Pós-operatório

O período de recuperação dos cães costuma variar entre 7 e 12 dias, tanto para fêmeas quanto para machos. Se você hospedar um cãozinho durante esse período é muito importante que ele tenha supervisão 24 horas, além de limpar a ferida ao menos uma vez por dia durante todo esse período.

Os veterinários costumam recomendar que o cãozinho use um macacão cirúrgico e/ou um colar Elizabethano (o famoso “cone” ao redor da cabeça) pelo menos nos primeiros cinco dias. Isso impede que ele fique lambendo ou coçando o local dos pontos. Também tenha cuidado ao oferecer comida e água — vá aos poucos e cuide para que seu hóspede não coma muito de uma vez só, o que pode fazê-lo passar mal nos dias após a cirurgia.

Os cinco primeiros dias são os mais críticos por conta dos pontos, pois interferências neles podem causar infecções ou até seu rompimento — o que vai exigir uma volta antecipada ao veterinário. Mesmo que no dia seguinte eles voltem a apresentar comportamento normal, é importante não descuidar: até a retirada dos pontos evite que o hóspede corra, suba escadas ou pule demais. Essas atividades podem causar dor e também o rompimento dos pontos, causando problemas e desconforto.

Após a cirurgia, os cães também costumam tomar antiinflamatórios, analgésicos e até antibióticos, então atente-se aos horários e sempre dê os remédios nas quantidades corretas.

Não se esqueça que o cãozinho está em período de recuperação de uma cirurgia, mas que ele mesmo não tem ideia disso! Então tenha paciência, calma e carinho para lidar com essa fase e só aceite hospedar um cãozinho em período de recuperação se você, realmente, puder cuidar dele seguindo todas essas orientações.

É muito importante entender a diferença entre hospedar um cãozinho castrado de um não castrado, pois assim você consegue entender melhor atitudes e comportamentos, além de decidir se pode, ou não, hospedar pets não castrados ou em período pós-cirúrgico.