raiva-canina

O que é?

A raiva canina é uma zoonose gravíssima e fatal que pode ser transmitida através da mordida ou arranhadura do animal. A melhor forma de prevenção é vacinar corretamente o pet: um ato de amor e proteção em relação ao cachorro e a todos que convivem com ele.

A doença entra em contato primeiro com o sistema nervoso periférico, ou seja, o do local da mordida (na perna ou braço, por exemplo). O vírus então começa a se replicar até atingir o cérebro e, portanto, o sistema nervoso central. A partir daí ele se instala também nas glândulas salivares dos animais contaminados e pode ser transmitido a outros bichos ou a seres humanos.

Os principais sintomas, que começam após o período de incubação, são irritabilidade, desorientação e agressividade, e vão se tornando progressivamente mais graves. Geralmente, associa-se o vírus da raiva somente aos animais domésticos, mas os silvestres, como morcegos, guaxinins e afins também podem transmiti-lo. Aliás, os animais silvestres são a principal fonte de contaminação dos animais domésticos. Isso porque a raiva só passa de mamífero para mamífero. Logo, animais fora desse contexto, como peixes, répteis e aves, não veiculam a doença.

Sintomas

Os sintomas da raiva canina apresentam-se lenta e progressivamente, mas são inevitavelmente fatais. É uma doença que afeta o sistema nervoso central, ou seja, uma importante central de comandos do organismo. Assim, o animal contaminado aos poucos vai perdendo domínio de sua capacidade de resistência física e psíquica para se tornar abatido, irritadiço, agressivo e descoordenado em todos os sentidos.

A raiva canina é muitas vezes associada à imagem de um cachorro babando. A relação tem fundamento: os nervos responsáveis pelo movimento de engolir são afetados pela doença, então o pet não consegue realizar essa ação e acaba por babar mais do que o normal.

Quando ocorre o primeiro contato com o vírus, começa o período de incubação. Depois disso, o quadro se desenvolve e passa por outros três estágios, sendo o último fatal:

  1. Incubação: se inicia a partir do momento da mordida ou arranhadura. O vírus circula pelo organismo até os nervos periféricos, e os primeiros sintomas podem demorar até três meses para se apresentarem de fato.
  2. Pródromos: sintomas mais comuns às infecções em geral começam a despontar, como dor de cabeça, mal-estar, febre moderada, vômitos e dores de garganta. Este é o estágio que antecede a encefalite, isto é, a inflamação no cérebro.
  3. Encefalite: o sistema nervoso central apresenta um quadro inflamatório, o que ocasiona muita dor de cabeça, falha ocasional na coordenação motora, cansaço extremo e demais complicações.
  4. Coma e óbito: depois que a encefalite for diagnosticada, o prazo para um possível coma ou óbito é de duas semanas, em média.

Causas

A transmissão da raiva canina acontece pela mordida ou arranhadura, isto é, por meio de um contato transcutâneo. O vírus fica na saliva do animal infectado, que pode ser um outro cachorro, um gato ou até mesmo um animal silvestre.

Não há muito o que fazer para proteger seu cachorro além de vaciná-lo corretamente e manter a vigilância, caso ele entre em contato com animais silvestres. O animal deve ser vacinado pela primeira vez aos quatro meses de vida e, depois, anualmente.

Já que não há como erradicar totalmente a doença, porque ela afeta também os animais silvestres, apenas é possível erradicá-la em ambientes urbanos. O correto é seguir as medidas preventivas exigidas pela doença, ou seja, a vacinação.

Tratamento e Prevenção

O diagnóstico da raiva canina é post mortem, ou seja, só pode ser feito após a morte do animal. Isso acontece porque são necessárias amostras do cérebro para realizar exames laboratoriais e, então, ter certeza. No entanto, durante a vida do animal é possível suspeitar da contaminação por raiva, com o suporte de exames clínicos.

O animal infectado pode apresentar dois tipos de raiva canina: a forma Furiosa e a forma Paralítica (ou forma Muda). Os cães, animais carnívoros, costumam apresentar a forma Furiosa, enquanto animais herbívoros (como vacas e cavalos) em geral apresentam a forma Paralítica.

Na forma Furiosa, o cachorro fica raivoso ao extremo, latindo mais do que o normal e um pouco rouco, mostrando-se agressivo com todos e até com quem ele mais ama, inclusive. Assim fica mais fácil suspeitar que ele tenha contraído a raiva canina.

Já a Raiva Muda é mais preocupante, porque o animal não vai emitir sinais tão evidentes como os da Furiosa. Apenas os maxilares ficam rijos ou paralisados em boa parte do tempo, dando ao tutor o indicativo que deve correr ao médico veterinário.

Não existe cura e nem tratamento para a raiva canina, apenas há tratamento para a raiva em humanos. Quando há forte suspeita de raiva canina, momento em que o animal já tem sintomas claros, está muito debilitado e não consegue comer ou beber água em razão da doença, a eutanásia é indicada pelos veterinários. É preciso investir em prevenção.

Como prevenir a raiva canina

A melhor forma de prevenção é a vacinação. O animal, quatro meses depois de seu nascimento, já pode ser imunizado contra a raiva canina. A doença é letal e a vacina, um ato de amor e cuidado em relação ao pet e a todos que convivem com ele.

Além disso, se o tutor residir em fazendas ou chácaras, que geralmente são lugares de mata, o ideal é manter sempre a vigilância com relação a possíveis animais silvestres rondando os locais onde todos, animais e humanos, vivem e convivem. Animais silvestres com a doença podem ficar desorientados (um dos sintomas) e se aproximarem ou se tornarem alvos fáceis (como para um gato que caça morcegos, por exemplo). Caso algum comportamento assim seja observado, é preciso acionar a Polícia Ambiental, pelo telefone 190, e não tocar no animal com suspeita de raiva. A partir de alguns cuidados, o problema pode ser controlado.

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