Alguns peludos adoram brincar com água e nadar, mas é preciso supervisioná-los e tomar algumas medidas para que esse momento seja só alegria!

Nesse calor, quem é que não gosta de relaxar e se refrescar, de preferência se for em uma piscina com água bem fresquinha? Cachorros também adoram essa atividade, principalmente algumas raças como Golden Retriever, Labrador e Cocker Spaniel. Porém, é preciso ficar atento e tomar cuidado: qualquer descuido pode comprometer a saúde do pet.

Você, Anfitrião, que tem piscina em casa, deve estar sempre atento e supervisionar seus hóspedes caso os donos (e você) permitam que o cãozinho faça uso dela. Nem todos os cães são acostumados a nadar e, por isso, todo cuidado é pouco.

Se o tutor não autorizar que o cãozinho entre na piscina ou se por qualquer motivo você achar melhor ele não ter acesso a ela, o ideal é que você a mantenha fechada, seja cobrindo a superfície com lona, colocando cercados ao redor dela ou não permitindo que o hóspede chegue até a área onde ela se encontra.

Outro ponto importante é estar sempre por perto e supervisionando o pet enquanto ele estiver na área da piscina ou dentro dela. Essa medida faz com que você possa acompanhar toda atividade, estar à postos caso algo aconteça e também fazer ótimos clicks do pet para enviar aos tutores dele depois!

O cãozinho deve conseguir entrar e sair sozinho da piscina. Apesar de saberem nadar, nem todos conseguirão sair dela com facilidade. Por isso, certifique-se de que a sua piscina possui degraus de fácil acesso ao pet – não aquelas escadinhas – ou providencie rampas adaptadas para cães utilizarem em piscinas. Se a piscina não tiver nem degraus nem rampa para pets, ao perceber que o cãozinho está cansado você mesmo deve tirá-lo de dentro dela.

Pontos de atenção:

  • Não jogue o cãozinho na piscina

Essa não é a melhor maneira de introduzir o hóspede na piscina. Além do risco de se machucar por ser pego de mau jeito ou do impacto do corpo na água, jogar o cachorro na piscina pode causar um desconforto tão grande nele a ponto de traumatizá-lo e ele nunca mais querer chegar perto de uma.

  • Exposição ao sol:

Em dias muito quentes e ensolarados tome cuidado com o tempo em que o cãozinho ficará exposto ao sol dentro da piscina. Isso pode cansá-lo mais rapidamente, além de provocar queimaduras. Evite deixá-los durante muito tempo nessa exposição, ou opte por horários onde o sol estiver mais ameno.

  • Se alimentar antes de entrar na piscina

Não é recomendado que você deixe o pet entrar na piscina logo após ter se alimentado. Ele pode passar mal e até ter uma congestão. O ideal é que, depois do cãozinho comer, ele espere aproximadamente 3 horas para se divertir na água.

  • Cansaço

Se você perceber que o pet já está cansando de nadar, ficando ofegante ou nadando mais lentamente, tire ele da piscina. Ele pode não achar a saída sozinho e nadar até a exaustão podendo, inclusive, se afogar. Deixe ele se divertir de 20 a 30 minutos, depois dê uma pausa e, quando ele estiver com o fôlego novamente, deixe que ele fique mais alguns minutos na piscina.

  • Beber água da piscina

Durante a brincadeira, seu hóspede pode ficar com sede e começar a beber a água da piscina. Essa água possui uma grande quantidade de cloro e a ingestão pode causar algum desconforto no cãozinho. Por isso, se você o ver bebendo a água da piscina, não permita.
Assim como com os humanos, pode acontecer dele engolir sem querer um pouquinho e vomitar ou ter diarreia. Se isso ocorrer, monitore o pet e, se não melhorar, leve-o ao veterinário.

Dicas:

  • Saúde

Cachorros que não estiverem com a saúde em dia não devem entrar na piscina. É importante que eles não estejam com nenhuma verminose intestinal, doenças de pele ou quaquer outra complicação de saúde.

  • Banho após a piscina

Depois que o cãozinho sair da piscina é fundamental que você dê banho nele com shampoo próprio para cães para tirar o cloro dos pelos. Após o banho, seque-o totalmente para evitar micoses e dermatites, principalmente entre as patas. Pode ser que entre água no ouvido do pet, então é muito importante secar bem as orelhas e observar se ele não apresentará nenhum sintoma ou até mesmo incômodo no ouvido depois de brincar na piscina.

  • Protetor solar

Atualmente existem protetores solar próprios para pets. Vale a pena passar nas orelhas e no focinho do hóspede para que, durante a exposição ao sol dentro da piscina, ele não sofra com queimaduras.

  • Peitoral

Para hóspedes que não são acostumados a entrar na piscina o ideal é que eles utilizem peitoral leve. Assim, se eles se cansarem, tiverem cãimbras ou qualquer outro contratempo, você conseguirá pegá-los e auxiliá-los com maior segurança e facilidade.
Cuidado na hora de escolher a peitoral para não ser uma pesada. Isso poderá atrapalhá-lo a nadar muito mais do que ajudá-lo.

  • Coletes

Para cães não acostumados, uma outra opção são os coletes próprios para eles. Funcionam exatamente como os coletes para humanos, fazendo com que os cães tenham contato com a água e permaneçam flutuando sem risco de afogamento.

  • Autorização do tutor

Antes de colocar qualquer pet na piscina você deve contatar o tutor e verificar com ele se o hóspede pode, ou não, entrar. Isso está relacionada à rotina do cãozinho e até mesmo a questões de saúde. Ninguém melhor do que o próprio cliente para te dar essas informações.

Raças que possuem dificuldades para nadar

Algumas raças, por suas características (braquicefálicos, patas curtas, tamanho da cabeça, pelos espessos) podem não conseguir nadar. São elas:

  • Basset hound;
  • Daschhund;
  • Shih-tzus;
  • Buldogues americanos, franceses e ingleses;
  • Pugs;
  • Bull Terrier;
  • American Staffordshire;
  • Pequinês.

E se eu não tiver piscina em casa?

Nesse calor, às vezes não ter uma piscina em casa faz falta para poder refrescar os pets, mas você pode improvisar e garantir a diversão dos hóspedes de duas maneiras:

1) Banho de mangueira

É só não deixar a potência da água muito forte que os seus hóspedes irão amar. A mangueira irá refrescá-los e, logo após a diversão, você já pode finalizá-la com um banho de shampoo ali mesmo!

2) Piscinas desmontáveis de plástico

As piscinas desmontáveis, além da vantagem de montar e desmontar de acordo com a necessidade e a época do ano, não consomem tanta água quanto uma piscina tradicional.

3) Bacias

Método super simples e econômico: compre uma bacia de tamanho grande, encha de água e deixe seus hóspedes aproveitarem e se refrescarem.

Na galeria: hóspedes da Anfitriã Sherleidy Nascimento, de São Paulo, se refrescando com a dica a bacia com água.

Essas dicas valem, também, para os cãezinhos da lista acima que podem apresentar dificuldades para nadar em piscinas convencionais, pois não oferecem nenhum risco e também refrescam bastante os pets.