Ensinamos o melhor método para descobrir se seu peludo está na faixa de peso saudável

 

O peso ideal para cada cão é definido pelo Escore de Condição Corporal – ECC, uma escala com pontuação de 1 a 9 com critérios bem definidos, pensada especialmente para a estrutura corporal dos cães. Tecnicamente falando, o subpeso é quando o animal está abaixo do peso ideal da ECC, e o sobrepeso é quando está acima desse peso para seu porte físico.

O método de avaliação da condição corporal por essa escala é feito dando uma boa olhada no seu cãozinho:

  • Observe o cachorro de cima e veja se você consegue ver bem a linha da cintura – se não, então ele provavelmente está pelo menos acima do peso ideal;
  • Outro parâmetro são as costelas: se você consegue senti-las quando você o apalpa de levinho, o peso dele deve estar ok; se você não as sente ou só consegue quando precisa “afundar” com mais força os dedos, é sinal de sobrepeso; se você consegue vê-las claramente de longe, ele pode estar abaixo do peso;
  • Também apalpe os ossinhos da coluna próximos ao início do rabinho: se você sentir muita gordura por cima deles é mais um indicativo do sobrepeso.

A tabela abaixo tem informações mais completas sobre como classificar a condição física do seu pequeno:

Subalimentado

Nível 1 – Costelas, vértebras, ossos dos quadris pélvicos e todas as saliências ósseas visíveis à distância. Não há nenhuma gordura corporal visível, e há perda evidente de massa muscular.

Nível 2 – Costelas, vértebras e ossos dos quadris facilmente visíveis. Gordura corporal pouco visível e não palpável (não é possível “apertar”), e perda mínima de massa muscular.

Nível 3 – As costelas são um pouco visíveis, sem nenhuma camada de gordura palpável por cima. Também é possível ver só topo das vértebras lombares, e os ossos dos quadris começam a ficar visíveis. Linha da cintura e reentrância abdominal evidentes (reentrância abdominal é a diferença de altura entre as costelas e a barriga quando você olha são cão de lado, não de cima).

Ideal

Nível 4 – Costelas pouco visíveis mas facilmente sentidas quando apalpadas, com uma fina cobertura de gordura. Vista de cima, a cintura é vista, e a reentrância abdominal é aparente.

Nível 5 – Costelas palpáveis e não visíveis, sem excessiva cobertura de gordura. Linha da cintura é visível mas não muito acentuada, e reentrância abdominal leve.

Nível 6 – Costelas não visíveis, com leve excesso de cobertura de gordura. A cintura ainda é visível quando vista de cima mas não é acentuada, reentrância abdominal pouco aparente.

Sobrealimentado

Nível 7 – Só é possível sentir as costelas quando apalpadas com dificuldade, e há intensa cobertura de gordura. Depósitos de gordura já evidentes na lombar (entre a cintura e o início das coxas) e na base da cauda. Ausência de cintura ou levemente visível, não há reentrância abdominal.

Nível 8 – Costelas palpáveis somente com muita pressão ou até mesmo impossível de senti-las, e cobertura de gordura muito densa. Pesados depósitos de gordura sobre a área lombar e base da cauda. Cintura inexistente, e possível “barriga” saliente.

Nível 9 – Costelas totalmente impalpáveis, e maciços depósitos de gordura sobre todo o corpo: coluna e base da cauda (até mesmo no pescoço e nos membros). Barriga bem distendida e proeminente.

Importante lembrar!

Sempre tenha em mente que cada raça (e também os vira-latas) tem formas e estruturas corporais diferentes. Buldogues franceses e pugs, por exemplo, têm o corpo mais “redondo” e maciço que malteses e lhasa apsos. Já cães de corrida como os whippets tem o corpo naturalmente magro e com as costelas proeminentes. Esse inclusive é um dos indicativos de boa saúde para eles (e não de subpeso).

Esse é uma das razões pelas quais a consulta a um veterinário é obrigatória no caso de você perceber que seu cãozinho está engordando ou emagrecendo muito. O profissional vai te ajudar a entender quais os parâmetros certos de aparência saudável para seu peludo, além de poder investigar o porquê da variação de peso.

Assim como está acontecendo com os humanos, o número de cães gordinhos vem aumentando muito nos últimos anos: as estimativas da porcentagem de cães acima do peso e obesos variam entre 30% e 40% dos cães domésticos brasileiros. Preocupante pensar que quase metade dos cães com famílias não estão no peso ideal, não é?

Especial obesidade

Na semana que vem, você saberá como evitar que nossos bebês engordem além do recomendado, e o que fazer se isso já tiver acontecido. 

Fonte: Cachorro Verde, Pubvet, e veterinária DogHero Ingrid Stein.

Veja também:

A família vai aumentar? Veja dicas para integrar crianças, bebês e cães

Briga entre cães: 7 dicas para reconciliar os peludos